Elefante branco: PSM de Ananindeua é alvo de denúncias de inutilidade.
Enquanto isso, moradores revelam a superlotação de UPAs, UBSs e o esvaziamento do Anita Gerosa e de clínicas de hemodiálise.
Em 2024, o Pronto Socorro Municipal de Ananindeua (PSM) foi lançado com a pompa habitual pelo prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (PSB).
Corta para agosto de 2025. Mais de um ano após a inauguração, o sonho de quem precisa não passou disso, um sonho. Afinal, nada funciona no elefante branco.
Até hoje em dia o local funcionou parcialmente ou esteve inativo, o que pode ser comprovado por vídeos que circulam nas redes sociais e mostram o local sem serviços usualmente prestados em prontos socorros enquanto a população enfrenta abandono em UPAs e UBSs, onde, segundo denúncias e queixas constantes, faltam médicos, estrutura e atendimento.
Em abril de 2025, a morte de uma criança de um ano, após atendimento em uma UPA, escancarou a precariedade do sistema de saúde em Ananindeua.
A indignação da população aumentou com a constatação de que, mesmo com um hospital “novo”, o cenário continua o mesmo.
Segundo denúncias veiculadas na imprensa, o corpo clínico do PSM seria insuficiente e os equipamentos não atenderiam às promessas divulgadas pela prefeitura.
Moradores relatam que o hospital foi inaugurado às pressas, com fins mais políticos do que assistenciais.
Entre a população local a desconfiança sobre o que diz a propaganda pficial e o que se vê dia após dia, faz crescer a percepção de que o hospital está sendo usado como vitrine eleitoral.
Para quem vislumbrou ser usuário, virou senso comum olhar o local como mais uma aposta do prefeito em transformar o PSM em plataforma de promoção pessoal mirando as eleições de 2026.
Recentemente, o doutor Daniel foi às redes sociais gravar um vídeo dentro do hospital onde aparece conversando com pacientes.
A questão é que, mesmo nas imagens divulgadas pelo próprio prefeito, é possível ver uma unidade com poucos pacientes e espaços vazios, uma realidade que parece destoar das UBSs e UPAs de Ananindeua, que estão sempre lotadas.
Enquanto investe milhões em uma unidade que não funciona plenamente, Daniel Santos encerrou o convênio com o Hospital Anita Gerosa, que atendia gestantes pelo SUS.
Ele também rompeu parcerias com clínicas de hemodiálise que prestavam serviços à população renal crônica do município.
As filas nas unidades de saúde continuam longas. O atendimento segue precário. E a população procura respostas.
O PSM foi construído para salvar vidas ou a imagem de Daniel Santos, alimentando sua ambição política?
Crédito imagem: reprodução arquivo site PMA.
